**** Idéias e Livros ****


Boas Festas e um lindo 2010 para todos!

"Quem pensa por si mesmo é livre

e ser livre é coisa muito séria" - Renato Russo

 

Que em 2010 possamos aliar liberdade à responsabilidade sem jamais perder a vontade de brincar.

 

Boas Festas!

 

Um beijo carinhoso,

 

Ana Rodrigues



 Escrito por Ana Rodrigues às 20h34
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Uma passadinha para matar as saudades!

Custei, mas voltei! É que a coisa por aqui anda puxada! Trabalhando a beça, em projetos muito legais (parênteses para ressaltar o quanto adoro traduzir romances!); dando força pro filhão (já não dá mais para chamar de filhote graças à altura do moço!) nas festas de aniversário - é, foram duas... rsrs - e nas últimas provas no colégio; e preparando as coisas para as férias de verão. Ufa!

Mas, como vocês que frequentam esse espaço já sabem, sempre arrumo um tempinho para um livro novo e passei por aqui exatamente para deixar a dica de duas autoras e dos quatro livros que li recentemente - dois de cada uma. Por pura falta de tempo não vou me estender muito nos comentários, mas podem ter certeza de que são excelentes!

- "A Casa das Lembranças Perdidas" e "O Jardim Secreto de Eliza", de Kate Morton, ambos pela Rocco - Essa autora australiana é boa, muito boa. Suas histórias são pouco previsíveis, ricas, as personagens marcantes. Ambos os romances guardam mistérios que só serão desvendados no final... e a gente não desgruda do livro até descobrir!

- "Inocência" e "Elegância", de Kathleen Tessaro, os dois também da Rocco - É uma autora americana, que vive na Inglaterra e usa de sua própria experiência de estranheza de estar em uma cidade com códigos bem diferentes entre si para dar um tempero especial às suas personagens. Em tempos de "Sex and City" (que, por sinal, eu acho bem engraçado) é interessante ver a história de mulheres solteiras e descasadas contada por um ângulo mais suave, mais palpável. Vale conhecer!

Bem, já podem começar suas listas de Natal! Ah! E antes que eu me esqueça, está saindo na semana que vem nas livrarias mais um livro da Nora Roberts que eu traduzi, "Dom de Natal", da Harlequin Books. Foi um desses trabalhos prazerosos que mencionei e tem até livrinho de receitas no final - pra mim, que adoro cozinhar foi literalmente um prato cheio!

Agora eu vou mesmo!

Mas ainda volto antes do Natal para continuar a prosa!



 Escrito por Ana Rodrigues às 20h17
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Olímpiadas no Rio em 2016!!!

Foi tão emocionante! É bonito ver que esse país tem potencial para realizar um belo projeto! E foi muito legal ficar trocando sms com o maridão, atualizando-o ao vivo durante a votação e, depois, ele e o filhão já em casa para o almoço, vermos juntos o anúncio, da cidade campeã, comemorando aos berros enquanto explodia um buzinaço nas ruas ao redor, todo mundo na janela gritando junto. Que essa conquista sirva para dar novo ânimo, nova força a essa nossa cidade tão linda, tão gentil e tão combalida! Viva o Rio de Janeiro!

 



 Escrito por Ana Rodrigues às 15h55
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E, de repente, já estamos na primavera!

Nossa! Que saudades eu estava desse meu cantinho! A vida depois das férias correu de tal maneira que o tempo passou sem que eu me desse conta. Entre muito trabalho, comemorações esticadas de aniversário (em agosto) e gripes barra pesada tanto para mim,  quanto para meu filho, já estamos quase em outubro!

Tenho lido muitos romances leves e gostosos – Danielle Steel, Nora Roberts, Debbie Macomber – para contrabalançar com o estudo do curso de tradução do Daniel Brilhante de Brito que estou fazendo e adorando – aperfeiçoamento nunca é demais!

Mas agora passo a me dedicar a uma pilha sempre crescente de outros livros que foram se acumulando: “Mundos de Eufrásia”, da Claudia Lage; “My life in France”, da Julia Child (inspirada pelo filme Julie & Julia que está sendo tão badalado lá fora e cuja inspiração foi o livro homônimo que eu já li e que é bem legal); “Verão no Lago”, da Susan Wiggs (este é o primeiro volume da série Diários do Lago, eu traduzi o segundo volume - Pousada de Inverno, que sai em outubro - e, como a história é bem legal, estou curiosa para saber do que se trata o primeiro – as tramas são independentes); o novo da Isabel Allende e por aí vai. Ufa!  Conforme for lendo vou deixando aqui as minhas impressões.

Quero agradecer aos amigos que passam sempre por esse cantinho para um café virtual e garantir que logo, logo, coloco as visitas em dia! Também prometo estar por aqui com mais frequência para recebê-los, certo?

Ah! E preciso mencionar o Dia dos Tradutores, que é hoje! Parabéns para todos os colegas, que tenhamos sempre bons trabalhos e novos desafios!

 



 Escrito por Ana Rodrigues às 14h44
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Férias, trabalho e... livros!

Por aqui vai tudo bem! Meus dois rapazes - marido e filho - estão de férias e eu venho tentando equilibrar um tanto de descanso, uns passeios e algumas novidades na rotina com o trabalho que, graças a Deus, não pára. Inclusive ainda aparecem coisas novas, o que é ótimo! Mas com um pouquinho de organização e um outro tanto de boa vontade dá para fazer tudo direitinho... e, lógico, ainda ler alguma coisa (rsrs).

Venho lendo, uma por vez, junto com outros livros, as entrevistas da Leda Nagle no "Com Certeza - Leda Nagle, Melhores Momentos" (editora Agir ) e estou adorando. Já faz tempo que a Leda, à frente do "Sem Censura", da TVE, é minha companhia constante das tardes de tradução. Ainda não estou nem na metade, mas já destaco as entrevistas da Aracy Balabanian e da Bibi Ferreira - e olha que ainda não li Maria Bethania e Zélia Gattai, que me esperam logo ali na frente, hein?

Outro que estou terminando é o "Confidencial, Segredos de Moda, Estilo e Bem-viver", da Costanza Pascollato (editora Jaboticaba). Gosto da Costanza e seu primeiro livro, "O Essencial - O que você precisa saber para viver com mais estilo" (editora Objetiva), lançado em 1999, virou bíblia de estilo para mim. Nesse recém-lançado, além de novas dicas de cuidados com roupas, pele, cabelos e afins, ela entremeia mais informações sobre a própria vida, em uma espécie de "biografia auto-ajuda" que funciona que é uma beleza. Depois de lermos Costanza saímos com a certeza de que mais do que as facilidades ou dificuldades da vida, o ter ou não ter dinheiro, o que importa mesmo é ter senso de humor e dignidade. E isso é um aprendizado e tanto! Recomendo!



 Escrito por Ana Rodrigues às 12h24
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Os ingleses e as ruivas

Li dois livros muito interessantes recentemente: “Olhos de Menina”, de Susan Fletcher (Ed. Bertrand) e  “A guardiã do Farol”, de Jeanette Winterson (Ed. Record).

Li os dois em seguida um do outro, por mero acaso. Um eu comprei em um passeio pela Saraiva porque gostei da história, e o outro o meu marido me deu de presente porque achou que era o tipo de história de que eu gostava (rsrs). Então, ao começar a ler “A guardiã do farol”, me dei conta de que, por acaso, os dois tinham muita coisa em comum.

Em primeiro lugar, ambas as autoras são inglesas e, em segundo, ambas as protagonistas são ruivas. E esse último fato não é um mero detalhe. Para as duas protagonistas os cabelos vermelhos são uma marca da diferença, de uma estranheza quase mágica que ambas carregam por motivos diferentes. Mas as semelhanças não param por aí. Vamos às histórias.

Em “Olhos de Menina”,  a personagem principal é Evangeline. Adulta e grávida do primeiro filho, ela mesma nos conta a história do seu primeiro verão no País de Gales, para onde foi viver com os avós depois da morte repentina da mãe. O pai, que lhe legou os cabelos ruivos, ela nunca chegou a conhecer. Naquele verão dos seus oito anos de idade, ela se vê diante da dor da perda, se choca com a desconfiança das pessoas a seu respeito apenas por causa de sua semelhança com o pai que não ficou com uma boa imagem na cidade, e acaba envolvida na estranha história do rapto de Rosie, uma menina da sua idade. A narrativa é fragmentada em um vai e vem no tempo, mas a história é muito bem amarrada e o clima é atraente, fresco e levemente ameaçador. Exatamente como são a aldeia e a fazenda onde Evie mora. A autora, Susan Fletcher, é jovem e esse foi o seu primeiro romance, já premiado e aclamado. Entendi perfeitamente o porquê.

Em “A guardiã do farol”, mais uma vez quem nos conta a história é a protagonista, Silver. Também ela nunca conheceu o pai e vivia desterrada com a mãe em uma casa pendurada em uma parte íngreme da falésia. A mãe também morre – despenca da falésia – e Silver acaba indo morar no farol próximo à cidade, cujo guardião é um cego, contador de histórias. E são essas histórias, em particular a de Babel Dark, um religioso de vida dupla que viveu na cidadezinha no século XIX, que vão determinar a sobrevivência da menina, sempre flertando com a loucura e tentando driblar a solidão. Não é o primeiro livro que eu leio de Jeanette Winterson e, como sempre, é literatura de primeira qualidade.

E, então, voltamos à combinação de ingleses, ruivas, estranheza e magia. Ao comparar os dois livros, me pareceu que a imagem da feiticeira celta de cabelos vermelhos, estranha, solitária e sedutora, ainda é muito forte. O que acham? De qualquer modo, as ruivas renderam belíssimas histórias, que recomendo vivamente.

 

 



 Escrito por Ana Rodrigues às 11h27
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Um mestre fala...

"Os inimigos dos livros são principalmente os homens, que os queimam, os censuram, os prendem em bibliotecas inacessíveis e condenam seus autores à morte. A internet ensina os jovens a ler, e serve para vender incontáveis livros." Umberto Eco em entrevista recente ao "La Stampa", de Turim.

Eco fala e eu assino embaixo. Como vocês sabem, sou fã de e-books há anos e canso meu bom e velho Palm Z22 com a enorme quantidade que guardo nele.



 Escrito por Ana Rodrigues às 17h26
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De volta: o tempo fresco, boas dicas de livros e um cafezinho

Nossa! Chega de tanto suco de abacaxi com hortelã, hein? Acho que está na hora de voltarmos ao bom e velho cafezinho. Afinal, o tempo, abençoado seja, esfriou.

 

O trabalho continua puxado, mas eu estava com saudades demais desse meu cantinho e das nossas prosas por aqui. Daí que abri um espacinho daqui, roubei um tempinho de lá e cá estou eu de volta.

 

Até porque, precisava dar a dica de um livro maravilhoso que acabei de ler e que ainda está ecoando em mim: “A sociedade literária e a torta de casca de batata”, de Mary Ann Shaffer e Annie Barrows, editado pela Rocco.

 

Só esse título maluco já atiça a curiosidade, não é não? E podem ter certeza de que a história não deixa nada a desejar! É um romance sobre livros, escrito por quem ama os livros, para quem os ama também. A narrativa é epistolar, o que eu adoro, mas o engraçado é que, de algum jeito, as autoras conseguem organizar a troca de cartas de tal maneira que, em um determinado momento da história, você está tão envolvido com os personagens que até esquece que está lendo cartas.

 

Soube do livro por um daqueles acasos inusitados e maravilhosos: meu marido viu uma resenha na revista distribuída no metrô, achou a minha cara e daí fomos correr atrás. Demoramos um tempo porque ele ainda não havia chegado às livrarias. Para minha grata surpresa, a coluna do José Castello, do último Prosa e Verso de O Globo, é toda dedicada a ele. E merece mesmo! Como um agradecimento à ótima dica, copio abaixo a resenha da revista do metrô do Rio.

 

Contado a partir de uma troca de correspondências após a Segunda Guerra Mundial, o romance tem como personagem central Juliet Ashton, uma escritora que encontra na carta de um deconhecido das ilhas de Guernsey, Daysey Adams, o tema para o seu próximo livro. Ao tentar identificar, não só o gosto literário de cada um, mas o impacto que sofreram com a guerra, Juliet começa a se interessar pelo mundo em que Adams vive – especialmente pela narração de um clube de leituras criado, de improviso, para proteger os seus membros dos alemães – a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata. Instigada, ela decide visitar a localidade, numa viagem que muda sua vida para sempre. Escrito pela americana Mary Ann Shaffer, o romance foi finalizado por sua sobrinha, a autora Annie Barrows” (Fonte: Estação Notícia – Metrô RJ)

 

Ah! Abri uma conta no Twitter. Além de ser o assunto do momento e ter me deixado curiosa, achei uma ótima oportunidade, nesses meus tempos de trabalho apertado, de estar sempre dando dicas rápidas de leitura. Por isso, literalmente, sigam-me! Meu username é “analuciar”! E vocês, já usam o Twitter? O que acham?

 

Por fim, já que começamos falando de café, vamos terminar falando dele. Vai abrir uma Starbucks no Botafogo Praia Shopping, aqui bem pertinho de mim! Estou nas nuvens!



 Escrito por Ana Rodrigues às 13h31
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Fique à vontade, eu volto já!

 

Abacaxi à gosto, muito gelo, um punhado de hortelã fresquinha e uma colherada de mel.

Aos que aparecerem para uma visita e um refresco - janeiro está quente demais para o cafezinho de sempre, né não? - desculpem o sumiço da dona da casa. Mas é que graças a Deus, aquele livro pra traduzir puxou outro, com prazo mais curto. Então,  tempo para esta artesã da palavra aqui, no momento é material escasso.

Mas não se incomode que eu volto logo, enquanto isso acomode-se, prove do refresco de abacaxi com laranja e mel,  pegue o livro aí ao lado e dê uma folheada.  Logo, logo eu chego para conversarmos sobre ele.

 



 Escrito por Ana Rodrigues às 09h25
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Então, é Natal!

A árvore está montada faz tempo, a casa toda enfeitada, os presentes foram comprados com antecedência, os ingredientes para a ceia já estão na geladeira. No entanto, em meio às tantas outras solicitações dessa época do ano, acho que só hoje me dei conta de que daqui a pouco é Natal. Que bom!

Como eu gosto dessa época! Parece que a cada ano fica melhor, principalmente desde que tivemos nosso menino. Hoje, aos 12 anos, Papai Noel é apenas uma lembrança querida, mas ele é tão louco pelo Natal quanto eu e o Bruno. Passamos o mês ouvindo músicas de Natal, nos emocionamos com os anúncios - os bons pelo menos - e a primeira fornada de cookies saiu na sexta-feira.

Por isso, aproveito hoje, antes que os preparativos para a grande data se imponham, para agradecer a companhia ao longo de 2008 e para desejar a todos que passam por aqui um Feliz Natal e um 2009 repleto de Paz, Tranqüilidade, Saúde e muito Amor.

Só devo retornar no início do próximo ano, porque até lá, tenho um Natal para arrumar, um livro para terminar de traduzir, a Starbucks para conhecer, uma festa para organizar e outra para comparecer.

Mas pretendo estar de volta já na primeira semana do ano para contar as novidades e, principalmente, para falar dos tantos livros que me esperam sob a Árvore de Natal.

Um beijo grande a todos!



 Escrito por Ana Rodrigues às 20h22
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Abrindo os trabalhos de fim de ano!

Puxa! E já se passou quase um mês desde o último post! Foi um mês tão cheio que eu nem percebi. E bem cheio, graças a Deus! Aniversário do filhote para organizar e curtir, montes de testes de tradução e, finalmente, um ótimo trabalho para uma editora. Some-se a isso os preparativos de Natal e - pronto! - taí a explicação de o mês ter passado sem que eu notasse.

E como a ralação tá só começando, a passagem por aqui é rapidinha. Mas queria deixar algumas indicações de livros que ando passando para os amigos que me pedem dicas de presente de Natal. De alguns já falei por aqui, mas repito pra reforçar. Lá vai:

 

. A Cabana - William P. Young (Ed. Sextante): O livro é best-seller e passa muito, mas muito perto da auto-ajuda;  mas a história é maluca, ousada e o autor consegue levar com competência a maluquice que inventa e é isso que faz o livro valer a pena.

 . Comer, rezar e amar - Elizabeth Gilbert (Ed. Objetiva): Já li, reli, emprestei e sempre me delicio com as aventuras da louca e querida autora que assume a personagem principal e nos leva junto em suas andanças pela Itália, pela Índia e por Bali, numa busca de si mesma divertida e emocionante.

 . Reparação - Ian McEwan (Ed. Cia das Letras): Esse é uma recomendação para sempre. Literatura de alto nível, de primeiríssima qualidade. Ler o texto primoroso e delicado de McEwan é um luxo que todos deveriam se permitir.

 . Brisingr - Christopher Paolini (Ed. Rocco): Este é para adolescentes de todas as idades. É o terceiro livro da série que começou com Eragon e está recém-saído do forno. Ainda não tive tempo de ler, mas pelas noites em claro que o adolescente aqui de casa passa grudado nele, parece que vale tanto a pena quanto os dois primeiros. Fica, portanto, a dica da série, para quem ainda não conhece.

 Mudando de assunto...

Ah! E como, infelizmente, nem tudo nessa vida são boas leituras, para quem quiser dar uma força ao pessoal que está passando um perrengue por causa das enchentes aqui no estado do Rio e em Santa Catarina e não sabe onde ir, deixo a dica de procurarem o Corpo de Bombeiros mais próximo. Eles estão recebendo e encaminhando. O daqui da Praça São Salvador já está com uma literal montanha de doações. Graças a Deus!

Quem tiver outras dicas para esse final de ano, fique à vontade para compartilhar!



 Escrito por Ana Rodrigues às 18h56
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Bons ventos!

“To be alive in such an age!...

When miracles are everywhere,

And every inch of common air

Throbs a tremendous prophecy

Of greater marvels yet to be!” *

(Trecho de “Today “– poema de Angela Morgan, muitas vezes atribuído ao também poeta americano Walt Whitman)

 

A eleição de Barak Obama como presidente do Estados Unidos é um desses acontecimentos da nossa época que fazem com que, apesar de tudo, eu e meu marido possamos dizer ao nosso menino que o mundo está ficando cada vez melhor. Que bom!

 

 

*”Estar vivo nessa época!.../ Quando os milagres estão por toda parte/ e quando em cada partícula de ar/ pulsa uma extraordinária profecia/ de enormes maravilhas ainda por vir.” (tradução livre)

 



 Escrito por Ana Rodrigues às 14h12
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Momento coruja!

Meu marido e meu filhote estão juntos em uma reportagem muito legal sobre blogs como ferramentas de expressão para a galera mais jovem, no portal G1. A matéria é da repórter Alicia Uchôa, que entrevistou o Bruno, o maridão, para que ele desse a sua visão como pai, enquanto o Breno falou sobre a sua experiência com seus blogs pessoais e também sobre como foi escrever no Bloguinho, do Globo.com. Além deles, outras crianças foram entrevistadas e o resultado ficou muito legal! E a esposa e mãe coruja aqui babando!

Para quem quiser conferir, a matéria está aqui.

(foto: Ana Rodrigues)



 Escrito por Ana Rodrigues às 19h14
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Jorge, Amado, Zélia Gattai e... Paulo Coelho.

Dia desses, em uma excursão doméstica pelas Lojas Americanas do meu bairro, tive a sorte de esbarrar com o livro "Jorge Amado - Um baiano romântico e sensual", da editora Record. O livro, lançado em 2002, é uma homenagem feita ao escritor, poucos meses depois de sua morte, através de relatos da esposa, Zélia Gattai e dos dois filhos, Paloma e João Jorge.

Para mim o livro foi um presente, principalmente pela oportunidade de reencontrar o texto delicioso de Zélia, de quem sou fã devota há muitos e muitos anos. Zélia sempre foi um exemplo pra mim de uma vida bonita. Ainda bem novinha, aprendi com seus livros que a dedicação aos amores da vida – nesse caso, leia-se marido, filhos e a palavra – pode ser uma aventura maravilhosa. Tive a alegria de conversar com ela por telefone uns anos atrás e chorei a sua morte como choraria a de uma grande amiga.

Mas, voltando ao livro sobre Jorge Amado, além dos textos de Zélia, divertidos, carinhosos e apaixonados falando do companheiro de mais de 50 anos, me surpreendi com os bons textos de João Jorge e de Paloma. O livro é mesmo uma homenagem carinhosa, divertida e mais do que justa ao escritor e ao homem que foi Jorge Amado.

Paulo Coelho

E onde entra Paulo Coelho nessa história? Pois bem, estava eu na metade da leitura do “(...)baiano romântico e sensual”, quando estourou a polêmica entrevista de Paulo Coelho em Frankfurt dizendo, entre outras coisas, que não escrevia sobre o Brasil em seus livros porque “o Jorge Amado já cobriu isso muito bem”.

Essa e outras declarações de efeito de Coelho bastaram para que os seus (muitos) críticos se revoltassem mais uma vez contra o escritor. Bem nesse momento, como que por mágica, esbarro em um trecho do relato da Paloma Amado, mais precisamente na página 200, em que ela conta da época em que Paulo Coelho estourou em vendas na França e, sendo Jorge Amado um escritor brasileiro também muito conhecido naquele país, logo começaram os boatos de que Coelho teria dito ser ele, então, o maior escritor brasileiro na França, tendo acabado o reinado de Jorge Amado. Procurado para dar sua opinião sobre tal declaração, Jorge disse:

 "Em primeiro lugar, Paulo Coelho não falou nada disso, não adianta tentarem me intrigar com ele que não conseguirão. É um homem de bem, bom caráter, um escritor com uma vendagem estupenda, o que dá inveja em muita gente que não consegue nem escrever um livro, que dirá vender milhões como ele vende." A seguir, Paloma Amado continua contando que Jorge se ofereceu, inclusive, para representar Paulo Coelho na entrega de um prêmio que este recebeu na França e termina: "Assim foi feito, numa festa linda, e papai se sentiu muito honrado em ver o Brasil sendo homenageado através de um escritor de tanto sucesso como Paulo Coelho".

Nunca tive nada contra o Paulo Coelho. Não sou especialmente fã dos seus livros, mas já li alguns em que achei as histórias interessantes, gostosas de acompanhar. Minha única ressalva, e séria, é ao fato de que, nas edições que eu li, os erros de concordância em português eram muitos – espero sinceramente que as novas edições tenham passado por uma faxina na revisão e que o verbo haver tenha resgatado seu sagrado direito de não variar quando no sentido de “existir”.

E como, de um modo geral, não gosto de patrulhamentos, de perseguições, de que fiquem buscando um motivo em tudo o que a pessoa fala para perseguir, duvidar, achincalhar,  fiquei pensando se não poderíamos aprender  um pouco e termos com Paulo Coelho, com seus livros e com suas opiniões a mesma generosidade que teve Jorge Amado...

 

 

Ah! Aproveitei muitíssimo a feira de artesanato daqui da Praça São Salvador! O sol lembrou que eu sou leonina, regida por ele, e ficou no céu justo a tempo de eu visitar as barracas todas e comprar tudo o que eu queria. Tantas coisas lindas! Pena que depois a chuva chegou e diminuiu muito a animação... Mas, pelo jeito, eles voltam no final de novembro! Tomara!

 Escrito por Ana Rodrigues às 10h58
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Artesanato e palavras: duas paixões que volta e meia viram uma

Artesanato

O artesanato – não só das palavras – é uma das minhas grandes paixões. Apareceu uma boa feirinha, lá estou eu, pronta para visitar, conhecer e, porque ninguém é de ferro, comprar.  Nesse final de semana estou como pinto no lixo: nos dias 18 e 19 acontece o circuito “Arte em Laranjeiras e Cosme Velho”, que fez grande sucesso em setembro do ano passado. O circuito tem um sem-número de feiras, exposições, eventos e workshops em ateliês, praças e restaurantes.

Para mim, o ponto alto é a feira de artesanato de primeiríssima qualidade na Praça São Salvador, quase o quintal da minha casa! Do chocolate caseiro, às bijuterias, passando por lidos em cerâmica e patchwork, além de eventos de música e arte popular. Demais! Na hora do almoço, para recuperar as energias, um almoço no Luigi’s – onde também há exposições de artistas do circuito - ou em algum dos outros restaurantes que circundam a praça. E no domingo, ainda tem o grupo de chorinho já famoso na São Salvador.

Quem puder conferir encontra mais informações no site Bairro das Laranjeiras e no caderno especial no site de O Globo.

Palavras

Se nesse final de semana tem artesanato, o anterior foi dedicado a pensar os rumos das palavras que escrevo. No sábado dia 11, participei do workshop “O Escritor e o Mercado Editorial”, com a escritora Carla Mülhaus, na Estação das Letras. Foi muito, muito legal. O curso, uma idéia inovadora da Carla, abordou as várias formas como um profissional de texto pode exercer seu ofício no mercado editorial, além da clássica publicação de suas próprias obras.

Do copidesque à preparação de textos, da produção editorial ao ghost writing (hoje não mais tão ghost), foram várias as idéias que ela plantou na nossa cabeça para ampliarmos profissionalmente o amor pela palavra, pela escrita. Entre trechos de filmes, muitos textos com informações preciosas, exercícios e boa conversa, o tempo passou que não sentimos e, a hora de ir embora deixou um gostinho de quero mais!

Tiro meu chapéu para a Carla e recomendo aos interessados que chequem seu blog e fiquem de olho nos próximos cursos que ela vier a dar. Assim como volto a recomendar a Estação das Letras, um lugar querido pra mim há muito tempo, mas que agora está em um momento especial: acaba de passar por uma ampliação, acrescentando uma livraria de primeira ao seu espaço, e está oferecendo ótimos cursos.



 Escrito por Ana Rodrigues às 21h30
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Eu, Ana...
... sou uma artesã da palavra - teço textos, experimento texturas. Estou sempre em busca de novas formas de refinar o fio precioso da palavra em tramas mais sutis, profundas ou delicadas. Entre tantas possibilidades, apenas uma certeza: o trabalho e o prazer da descoberta nunca acabam, o tecido se renova a cada nova idéia e o fio da palavra se estica, interminável, inesgotável...
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