O que eu descobri passeando por aí...
Prêmio Jabuti 2005
Foram divulgados os ganhadores do Prêmio Jabuti 2005, em suas 17 categorias. O prêmio de melhor romance ficou com Nélida Piñon por Vozes do Deserto (Editora Record). A cerimônia de premiação acontece no dia 20 de setembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo. No mesmo dia serão divulgados os vencedores do "Livro do Ano - Ficção" e "Livro do Ano - Não-Ficção". Os dois serão selecionados entre os livros classificados nas três primeiras posições de cada categoria. Quem quiser, pode conferir a premiação completa no site Publishnews.
Pois é, Nélida ganhou o Jabuti e a coincidência maior é que Vozes do Deserto já havia sido escolhido pelo meu grupo de leitura como livro do mês. Boa a sincronicidade, não? Depois que eu ler, conto aqui o que achei do livro - que, aliás, é minha estréia em Nélida.
Revista EntreLivros
Já há algum tempo venho querendo dar essa dica aqui. A EntreLivros está em sua quarta edição e eu - que sou fã desde a primeira - posso afirmar que a cada número fica melhor. A revista tem de tudo para todos os gostos: matérias grandes, que aprofundam de verdade o assunto abordado; entrevistas com grandes escritores como o israelense Amós Oz e o nosso brasileiro Carlos Heitor Cony; resenhas sobre o que acaba de sair nas livrarias e sugestões do que poderia ser reeditado; colunas assinadas por feras como Umberto Eco e Milton Hatoun; e mais, muito mais.
Da edição de agosto, destaco a matéria de capa, sobre literatura russa, e os textos sobre os ex-libris (uma das minhas paixões) e sobre o trabalho da feminista francesa Elisabeth Badinter. Vale a pena visitar o site da EntreLivros onde muitas matérias estão disponibilizadas.
Afiando e pagando a língua
Para quem - como eu - gosta não só de ler e escrever, mas de saber mais sobre as palavras e suas infinitas combinações na língua portuguesa, recomendo um passeio pelo Por trás das Letras. O site, coordenado pelo professor, escritor e jornalista Hélio Consolaro, oferece dicas preciosas sobre gramática e lingüística, esclarece tópicos polêmicos da língua e ainda nos brinda com ótimos textos sobre teoria literária e algumas entrevistas bem interessantes.
Essa dica eu estou pegando emprestado da Raquel, minha colega blogueira do Pagando a Língua. Por sinal, este é um blog muito legal com que esbarrei nas minhas andanças pela web e que também recomendo - junto com o Scrubles, da Fernanda Garrafiel.
Erotismo e revolução francesa com tempero brasileiro
Para terminar, falo um pouco do livro que estou lendo nesse momento: Os florais perversos de Madame de Sade. O livro, da Editora Rocco, foi escrito por três brasileiros - Ruth Barros, Marcos Gomes e Heloisa Campos (que morreu em dezembro de 2002) -, é passado na França revolucionária do final do século XVIII e é um primor de reconstituição histórica. Os autores inventam a tal Marquesa de Sade - uma cortesã, que foi iniciada nas artes da paixão pelo famoso Marquês -, dão a ela como antepassados índios tupinambás e conseguem fazer o romance decolar. Credito o bom resultado ao cuidado com a reconstituição histórica: apesar de a protagonista ser inventada, está tão bem encaixada nos acontecimentos da época, que acreditamos nela e em qualquer coisa que os autores inventem. Estou na metade do livro, mas já recomendo. Quando acabar de ler, conto mais.
Confiram as dicas, divirtam-se e depois me digam o que acharam!
Escrito por Ana Rodrigues às 16h36
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