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Um delicioso encontro com a literatura... portuguesa, por acaso.
Ontem, eu estive na Casa do Saber, daqui do Rio de Janeiro (há também uma em São Paulo) para participar do “Encontro com a Literatura Portuguesa”, do qual fizeram parte os escritores Inês Pedrosa e José Luís Peixoto. A literatura de Inês já é muito minha conhecida e livros como “Nas tuas mãos” e “Fazes-me falta” têm lugar de destaque na seção de favoritos do meu já tão mencionado armário-biblioteca. De José Luis Peixoto não conhecia nada, nem o nome, confesso.
A possibilidade de ouvir Inês Pedrosa – reconhecidamente uma mulher de opiniões fortes e excelente debatedora – já seria motivo o bastante para que eu fosse ao Encontro, mas some-se a isso a impossibilidade de ter ido a Flip (ano que vem ela não me escapa), a vontade de conhecer o espaço da Casa do Saber e a curiosidade por José Luís Peixoto (fui pesquisar livros seus e achei-os bem instigantes) e o programa tornou-se imperdível.
E como valeu a pena! Foi tudo muito bem organizado, o espaço é pra lá de agradável e os dois escritores, de personalidades praticamente opostas, deram um show. Inês Pedrosa fez valer a fama e falou com firmeza e bom humor sobre os mais diversos assuntos – morte, amor, amizade, sexo, Prêmio Nobel, Brasil e literatura brasileira. Mas, para mim, a grande surpresa da noite foi José Luís. Jovem (34 anos), quieto e aparentemente tímido, ele ficava ouvindo Inês falar com toda aquela exuberância e, quando chegava a sua vez, começava vacilante, titubeante, olhando para baixo, e então, de repente, apresentava um raciocínio complexo, inteligente, cheio de humor que deixava a todos desconcertados e encantados.
Pena que o tempo foi pouco, gostaria de ter ouvido mais de ambos... Mas, no final, como boa tiete de Inês, consegui um autógrafo para “A Eternidade e o Desejo” (Ed. Alfaguara), seu mais novo livro - que acabei de ler e a-do-rei! Ah! E como recém-conquistada por José Luís Peixoto, corri para comprar o último lançamento dele, “Cemitério de Pianos” (Ed. Record), no providencial espaço que a Livraria da Travessa mantém dentro da Casa do Saber e consegui, além de um autógrafo, uma breve e simpática conversa com esse autor tão interessante que acabara de descobrir. Não é bom demais conhecer novidades boas em literatura?
Das muitas coisas interessantes que foram ditas pelos autores ontem, separei algumas que anotei para compartilhar com vocês. Confiram abaixo:
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ENCONTRO COM A LITERATURA PORTUGUESA |
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- “Só se preocupa com a morte, quem ama muito a vida!” (Inês Pedrosa)
- “Para mim, a literatura existe para perseguir perguntas sem resposta.” (José Luís Peixoto)
- “Hoje, nosso esteio, a família, é uma escolha nossa, não é imposta como foi por muito tempo. Hoje, muitas vezes, nossa família são os nossos amigos. Essa escolha muitas vezes não dá certo e já não podemos culpar ninguém por isso. O livre-arbítrio pode ser uma benção e uma desgraça.” (Inês Pedrosa)
- “A tristeza é sempre consciente – pensamos sobre ela, procuramos racionalizá-la. Não existe tristeza inconsciente, felicidade sim. Como pensamos muito sobre a tristeza, acaba sendo natural escrevermos sobre ela.” (José Luis Peixoto)
- “Perdi o medo de ser vulnerável com o caminhar das minhas próprias histórias. Tinha medo de me expor e tentava evitar isso nas histórias. Com o tempo, fui percebendo que era bobagem. Hoje me exponho cada vez mais, sem medo.” (Inês Pedrosa)
- “Querer passar uma impressão de que se é forte sempre é mentira, assim como é mentiroso quem diz que já leu todos os livros. O difícil é encontrar uma boa justificativa para expor-se.” (José Luís Peixoto)
Interessante, não? E vocês, já leram esses autores, gostam deles? E o que pensam da literatura portuguesa?
Escrito por Ana Rodrigues às 11h39
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Colocando a prosa em dia!
A vida cá pelas minhas bandas anda cheia de dar gosto!
Entre o trabalho de tradutora de espanhol que vem decolando, o trabalho de redatora que segue o seu caminho, as aventuras da escritora e as atenções aos meus rapazes, o tempo que sobra às vezes não basta para os tantos livros querendo ser lidos e para o prazer de estar com amigos queridos.
Mas no fim das contas, tudo dá certo e os livros e os amigos – que muitas vezes se confundem – conseguem uma brecha e me garantem momentos do mais puro prazer! Quanto aos livros, tenho tantos para recomendar! Muitos foram lidos no ano passado e já estão na fase de serem relidos, porque são um espanto de tão bons. Vou começar pelo que considero uma das grandes obras-primas contemporâneas:
"Reparação" (de Ian McEwan, Companhia das Letras)
A descoberta de Ian McEwan foi um daqueles momentos transformadores na minha longa vida de leitora. Minha visão da literatura foi enriquecida com novos tons, subtons, novas texturas de texto, uma densidade nova, de modo que, ao acabar de ler o livro, eu vi o mundo de um jeito diferente. Vivi a mesma experiência com Guimarães Rosa, Nélida Piñon e Machado de Assis.
Em “Reparação”, a história arrebatadora se soma ao virtuosismo da escrita de MacEwan dando à luz a uma obra-prima. O resumo breve e preciso de Marcelo Forlani, para o site Omelete, ajuda a relembrar rapidamente a história :
“Todo mundo tem em sua consciência um erro cometido do qual se arrepende muito e julga imperdoável. (...). O de Brioni Tallis aconteceu no início da adolescência e teve proporções catastróficas nas vidas de pessoas que ela amava: sua irmã Cecilia e Robbie Turner, filho de uma de suas empregadas.(...) O tempo passa, a Segunda Guerra Mundial começa e o remorso de Brioni se torna uma ferida muito maior do que qualquer bomba lançada no front.”
A leitura de “Reparação” é uma experiência dolorosa, triste demais, mas com um travo de delicadeza, quase de doçura que a tornam palpável, humana e inesquecível.
A mesma literatura preciosa encontramos em “Na Praia”, lançamento mais recente do autor, com uma história menos exuberante - as desventuras de um casal em sua noite de núpcias, no repressor início dos anos 60 -, mas com a mesma empatia com o leitor.
Recomendo fortemente ambas as obras, assim como recomendo a recente versão cinematográfica de “Reparação” (que por alguma estranha razão ganhou o título de “Desejo e Reparação”, nos cinemas) – o filme é excelente e, apesar de não conseguir traduzir as sutilezas de linguagem que são característica única da literatura, consegue passar os mesmos sentimentos pungentes do livro.
Em tempo!
Gostaria muito de convidar a todos vocês que freqüentam o Idéias e Livros a conhecer o meu site profissional – “Ana Rodrigues – Oficina de Textos” - e o meu blog voltado à tradução, o "Traduzir-se". Ficarei muito feliz em recebê-los por lá!
Ah! “Reparação” foi só o primeiro desta série de livros lidos e relidos recentemente que quero compartilhar com vocês. Logo, logo tem mais!
Escrito por Ana Rodrigues às 20h56
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Dia Internacional da Mulher - uma data que ainda não me convenceu...
Porque não acredito que possamos ser definidas por um dia, por elogios passageiros, nem por ninguém - Graças a Deus! - deixo:
Uma frase que eu amo...
"Eu sou apenas a mulher do homem que escolhi, mãe do filho que pari ou ainda um enxerto na carência de muitos. Sou todas e sou nenhuma. Portanto desconfie de qualquer uma delas. Você pode estar diante de uma franca ou uma dissimulada. Depende mais e sempre do olhar de quem vê. O que importa não é quem eu sou, mas sempre a que eu posso ainda vir a ser." (Cláudia Letti , no livro "Onde não se responde")
E uma imagem que me fascina...
"Rêve au coin du feu" - de Camille Claudel - uma mulher fantástica, com uma vida que ilustra bem "a dor e a delícia" de sermos o que somos...Mulheres!

Até logo!
Escrito por Ana Rodrigues às 15h20
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Desejo a todos um Natal muito abençoado!!!

Um beijo carinhoso,
Da Ana
Escrito por Ana Rodrigues às 20h02
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Muito, muito obrigada e boa viagem...

Madeleine L’Engle, a autora do livro “Uma dobra no tempo” e de tantas outras preciosidades literárias, morreu nesta última quinta-feira, dia 6 de setembro, aos 88 anos. Quem freqüenta o blog já me viu mencioná-la diversas vezes...
Este post é uma homenagem da menina-livro que eu sempre serei àquela que foi minha mais querida avó-livro.
Obrigada por tudo parece pouco, mas sei que ela entenderá. Ela sempre me entendeu...
P.S.: Aqui vocês conferem um dos textos que escrevi sobre Madeleine L'Engle.
Escrito por Ana Rodrigues às 20h31
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De volta no BlogDay!!!
Nossa! Que saudades desse meu lugar, de trocar idéias com os amigos virtuais fiéis que - mesmo estando eu tanto tempo afastada daqui, ouvindo, como disse no último post – continuaram visitando o “Idéias e Livros”, deixando comentários, me mandando e-mails... Obrigada a todos e sejam bem-vindos para retomar a prosa. Estou de volta, cheia de coisas para contar e com muita vontade de trocar idéias. Portanto, puxem uma cadeira, peguem o cafezinho e fiquem à vontade!
Em primeiro lugar, quero contar que fiquei esse tempo afastada, porque estava completamente imersa nas delícias e mistérios da língua espanhola. Realizei um sonho antigo e comecei a trabalhar como tradutora desse idioma de que eu gosto tanto! Mas, para fazer a coisa bem feita, fui atrás de estudo, muito estudo – curso avançado de Espanhol; curso de Formação de Tradutores de Espanhol (Curso Abierto, que recomendo demais, aliás), palestras, workshops, congressos... – e sobrou pouco tempo para qualquer outra coisa. Agora me sinto mais segura e estou adorando o trabalho – sabe como é, né: ler, escrever, mexer com palavras, organizar textos, continuar estudando muito e sempre...estou como pinto no lixo!
Nesse meio tempo, ainda demos um jeito de mudarmos de apartamento. Uma trabalheira que só Deus sabe, mas que valeu à pena. Estamos todos encantados – eu, maridão, filhote, gata, cachorra e plantinhas! Em outro momento conto mais sobre o nosso novo canto.
Corujice de mãe!
Mas o grande destaque deste post é que preciso dividir com vocês o meu orgulho de mãe, a minha corujice. Breno, meu filhote de dez anos e escritor nato, participou de um concurso promovido pelo Globinho, o caderno infanto-juvenil do Globo. As crianças tinham que escrever um texto, dando continuidade a uma história da Rosa Amanda Strauz e, os dez melhores, seriam escolhidos para escrever durante três meses no Bloguinho, o blog do Globinho. E o meu menino foi um dos ganhadores, o danado!
Para quem quiser saber mais sobre a iniciativa e conferir a animação dos vencedores, sai matéria e foto do concurso no caderno Globinho, do jornal O Globo deste sábado.
Mas vocês já podem conhecer o meu astro na foto abaixo, onde ele aparece com o Bruno, o paizão – que também quase não está coruja e já espalhou a notícia para os quatro ventos da internet...

Meus blogs para o BlogDay
E, para não passar por cima do blogsday, deixo as minhas quatro indicações desse ano:
1) Por motivos óbvios, o “Bloguinho”, o blog do Globinho! Como as crianças foram divididas em dois grupos por sorteio, o Breno só começa a escrever em dezembro, mas vale a pena dar uma conferida, a partir de segunda, quando o primeiro grupo já começa – as crianças são boas e é muito legal para nós, blogueiros da “velha guarda”, ver sangue jovem começando de um jeito tão promissor.
2) Para quem, enquanto dezembro não chega, quiser conhecer as idéias e textos do meu filhote, o blog dele é o “Dinoblog”.
3) Outra indicação é o “Tiago Dória Weblog”. O Tiago é um parceirão do Bruno, meu marido, em divulgação e informação sobre Web. E é, também, um apaixonado por tecnologia. Devo a ele muitas das boas informações que consegui na época em que comprei o meu Palm.
4) E, por fim, acho que vocês vão gostar de conhecer o “Boneca-de-Paula”, o blog da Paula. Ela é uma designer super-antenada com o que tem de visualmente bonito rolando por aí, só que, mais do que tudo, ela é uma apaixonada por gatos, panos, cores, bonecas e bolsas – aliás, já andou um tempo fazendo algumas maravilhosas e eu me orgulho de ter conseguido uma e vem prometendo voltar a fazer. Tomara! Como eu gosto muito dessas coisas que ela gosta, estou sempre lá!
Bem, acho que por hoje está bom, né? Mas podem deixar a cadeira por perto e aparecer sempre, porque agora que a torneirinha da “Emília” aqui abriu, não vai faltar coisa para contar. Tenho que falar dos muitos livros que li (para isso eu sempre arrumo tempo, né) do blog em espanhol que logo vou lançar...Ih! Tanta coisa!
E vocês, o que andam fazendo, que blogs andam visitando, como estão?
Escrito por Ana Rodrigues às 15h09
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Escutando...

"Eu não sei dizer nada por dizer então eu escuto..."
(Da música "Fala", de João Ricardo e Luli, gravada pelos Secos e Molhados)
...E, em breve,volto dessa longa ausência para contar um pouco do que escutei...
Escrito por Ana Rodrigues às 08h50
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Por um Dia de Reflexão da Mulher...

"Proponho uma volta à delicadeza, que sempre foi parte do nosso domínio (o feminino). Acho que seria oportuno, nesse momento".
Maitê Proença - Programa Saia Justa (GNT - 07/03/2007)
Escrito por Ana Rodrigues às 08h57
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A Sangue Frio
Eu era muito novinha - uns 14 anos, talvez - quando peguei para ler "A Sangue Frio", de Truman Capote. Tinha comprado o livro em uma dessas coleções de banca de jornal e não fazia a menor idéia de quem era o autor ou qual o teor da história.
De cara, me apaixonei pela harmoniosa família americana que era apresentada: pai e mãe apaixonados, filhos felizes com a vida que levavam, todos ativos, belos e bem aceitos na comunidade em que viviam. E, de repente, sem que eu esperasse, o horror.
Um crime de proporções que, naquela idade, eu nunca poderia imaginar que existisse, transformou cada membro daquela família literalmente em pedaços e cada pedaço era descrito com riqueza de detalhes.
Nunca consegui terminar o livro, por mais que tentasse outras vezes nos anos que se seguiram. Vim a saber do final da história - e, mais horror, que esta era verídica - muito tempo depois lendo sobre o autor que, por uma estranha coincidência é o mesmo do meu adorado "Bonequinha de Luxo".
Esta semana revivi aquela mesma sensação de horror, de "não é possível que isto esteja acontecendo". Só que agora é ainda pior. Hoje, tenho 39 anos e, infelizmente, já aprendi que coisas horríveis acontecem, sim.
Mas nada, nada poderia me preparar para encarar o que aconteceu com o menino João Hélio. Não consigo tirar o que aconteceu da cabeça, nem parar de pensar na mãe do João. Ela estava lá, viu acontecer. Meu Deus...
Ao contrário da minha leitura de "A Sangue Frio", não dá para fechar o livro. Está acontecendo aqui, na minha cidade, e agora. O horror pode estar à espreita em qualquer sinal de trânsito, a qualquer hora do dia e pode atacar crianças e adultos sem distinção. Pode matar com requintes de crueldade, ou com um simples tiro. Pode aleijar ou dar apenas um susto. Mas está lá, sempre lá.
Escrito por Ana Rodrigues às 10h21
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Um livro com cheiro de férias...
Passadas as Festas, entro 2007 em ritmo de férias: um tanto lenta ; organizando a vida para o ano que começa; tocando os projetos de férias com meu filhote; e... só para variar, lendo muito!
Agora, por exemplo, estou no meio de "Sopa de Romãs", da iraniana Marsha Mehran (Ed.: Jaboticaba). Trata-se de um romance "mágico-culinário" muito simpático - bem ao estilo do "Chocolate", da Joane Harris. Conta a história de três irmãs iranianas que abrem um café típico de seu país de origem em um pequeno condado irlandês. Há magia, romance, intriga e boas receitas na medida certa para a gente entrar de cabeça no livro e sair sentindo cheiro de canela e água de rosas no ar. Vale a pena!
E, além da boa história, ainda tem o luxo de ter sido traduzido pela Nina Horta - vocês conhecem? Eu coleciono suas colunas sobre culinária na Folha há anos! Para quem não conhece, Nina Horta é uma cronista gastronômica mineira, dona do buffet Ginger - um dos mais respeitados de São Paulo - e autora do também delicioso "Não é sopa" (Companhia das Letras, 1996). Aliás, outro livro que recomendo!
E vocês, o que andam fazendo/lendo neste mês de janeiro que, para mim, não importa o quanto de trabalho apareça, sempre tem jeito de férias?
Escrito por Ana Rodrigues às 10h08
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Um Feliz Natal!
É Natal !!!
"Siga sua bem-aventurança até lá, onde há um profundo sentido do seu ser, lá onde seu corpo e sua alma querem ir. Quando você alcançar essa sensação, fique aí e não deixe ninguém arrancá-lo desse lugar. E portas se abrirão onde você nem sequer imaginava que pudesse haver algo." - Joseph Campbell - "A Jornada do Herói"
Que nesse Natal cada um de nós encontre o lugar de sua bem-aventurança e que, em 2007, possamos compartilhar as portas que abrirmos para, juntos, tentar fazer desse um mundo um pouco melhor.

Com os meus melhores votos de um Feliz Natal e um belo 2007 para vocês e para suas famílias !!!
Ana Rodrigues
Escrito por Ana Rodrigues às 11h26
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O prazer de descobrir Anna Gavalda!
Muitos livros lidos, muitas boas histórias e bons autores descobertos e redescobertos. Mas tão pouco tempo para escrever sobre eles e compartilhar com vocês...
Isso não está bom!
Vamos começar a reverter essa situação e já!
Com vocês, uma das minhas grandes leituras dos últimos tempos!
"Enfim, juntos"
O livro conta a história de quatro pessoas, esquisitas e carentes, que se reúnem de forma inusitada e, quase sem perceber, se vêem lutando juntas para construir um futuro no qual nenhum deles realmente acredita ser possível. A trama se passa na Paris contemporânea - o que não deixa de acrescentar um certo charme, é claro -, mas o cenário poderia ser qualquer grande cidade do mundo, dadas as características universais dos personagens.
Em qualquer lugar do mundo, há pessoas que se sentem solitárias como Camille, a artista plástica desnutrida e atormentada; ou esquisitas e tristes como Philibert, o aristocrata doce e decadente; ou assustadas como Franck, o chef de cozinha arrogante e carente; ou, ainda, abandonadas como Paulette, a teimosa e doente avó de Franck.
O destino acaba por reunir esses quatro tipos no belo e também decadente apartamento da família de Philibert, em Paris. O apartamento está sendo inventariado e o tempo de permanência do grupo no lugar é tão imprevisível e instável quando o futuro de cada um.
O mais interessante de "Enfim, juntos", é que a história e as características dos personagens levam a crer, em princípio, que o desenrolar da trama será nos moldes da desesperança e da depressão tão típicos de alguns nomes de destaque da literatura atual. No entanto, Anna Gavalda vira o jogo com maestria e evolui a sua história pelo viés da esperança, da amizade e do bom humor frente às - muitas - vicissitudes.
E, então, torna-se impossível não se envolver e se emocionar com essas pessoas tão palpáveis e suas pequenas e grandes descobertas: a improvável amizade entre a jovem e desesperada Camille e a idosa e ainda tão viva, Paullete; o hesitante relacionamento amoroso de Franck e Camille, cheio de ruídos e carências; a descoberta do mundo boêmio pelo tímido e reprimido Philibert.
Anna Gavalda aposta na esperança, no sonho e na gargalhada, ainda que não ignore a dor e a desgraça sempre a baterem na porta. Isso faz toda a diferença. E faz de "Enfim, juntos", um livro muito, muito especial.
E então, algum de vocês conhece esse livro ou alguma outra coisa da autora?
Escrito por Ana Rodrigues às 08h56
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Será arte?
Adoro esse poema... Adoro a música...Sempre.
Traduzir-se
Ferreira Gullar
Uma parte de mim é todo mundo outra parte é ninguém: fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta outra parte se espanta. Uma parte de mim é permanente outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem outra parte, linguagem.
Traduzir uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte?

Escrito por Ana Rodrigues às 10h53
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A hora está chegando! E ainda dá tempo de mudar alguma coisa!!!
"Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas". (...) "é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política". - Bertolt Brecht
Essa citação de Brecht, além de um texto fantástico sobre a importância do voto consciente e um monte de dicas de sites imperdíveis sobre o tema, estão no "Pensar Enlouquece", blog do Inagaki.
Assim como a Teresa, estou sem inspiração para escrever alguma coisa original sobre o tema "eleições", mas também não agüento ficar quieta quando vejo a hora de votar chegando e percebo que cada voto pode fazer uma diferença decisiva. Por isso, agradeço ao Inagaki as dicas preciosas e recomendo fortemente a todos que passem por lá, se informem o máximo que puderem sobre suas opções de candidatos e, no domingo, votem com consciência.
Ainda dá tempo de virar o jogo!
Escrito por Ana Rodrigues às 10h37
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Duas boas notícias na seara da literatura infanto-juvenil!
Viva Gláucia!
É com muito prazer que parabenizo aqui a Gláucia Lewicki, grande vencedora do 2º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, anunciado por Edições SM, dia 28, em São Paulo. O original de Gláucia, Era mais uma vez outra vez, foi escolhido entre 513 textos literários inscritos na segunda edição do maior prêmio brasileiro para inéditos na área infantil e juvenil. Gláucia é sub-editora do Armazém Literário e uma escritora das melhores. Prêmio merecidíssimo!
Lançamento imperdível!
Cláudio Fragata está com livro novo na praça! Os cariocas podem aproveitar o lançamento de "Seis tombos e um pulinho", neste sábado (2/09), às 17 horas, na Fnac; e, no domingo (03/09), às 16 horas, no Salão do Livro do MAM. O livro conta a trajetória de Santos-Dumont, antes dele conquistar o título de “Pai da Aviação”, com passagens que jamais foram mencionadas em livros para esse público. Desde quando começou a dar sinais de sua genialidade, inventando Brasil, o menor balão tripulado do mundo, e foi salvo por crianças que empinavam pipas, até a polêmica com os irmãos Wright.
Escrito por Ana Rodrigues às 10h49
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